domingo, 20 de março de 2011






Neste fim de semana fomos prestigiar NAMIDIA, NÃO!
Uma peça teatral dirigida por Lazaro Ramos, que está em Cartaz na Sala do Coro - TCA, patrocinada pelos Correios, Ufba, Teatro Martins Gonçalves e Faz Cultura, e etc.
Um tema atual, que vislumbra a questão da Afrodescendencia, as atrocidades advindas com
a escravidão e a divida moral para com "...os de melanina acentuada". Um texto de Audri de Anunciação que foi premiado.
Abaixo destaco a visão de Paulo Andre sobre a peça publicada em seu Blog,

segunda-feira, 21 de março de 2011

Namíbia, não!...




Por: Paulo André dos Santos.

Uma peça teatral, várias vertentes de um tema, no mínimo, polêmico. Dirigida por Lázaro Ramos, a peça intitulada de “Namíbia, Não!” coloca em cena um assunto que está em alta nos círculos acadêmicos, a questão da “afrobrasilidade”.

Nos últimos anos, as esferas governamentais tem aprovado projetos de inclusão e reparação social, que tem causado frisson quanto a sua real eficácia e objetivos.

Em “Namíbia, não!”, conta-se a história de dois homens de origem afrodescente que se vêem confinados em um apartamento, para não serem presos e deportados, ou melhor, reconduzidos aos países de origem, em cumprimento a uma medida provisória de “reparação social”, promulgada pelo governo brasileiro.

Nas entrelinhas dos discursos e das cenas que se constroem durante o ato teatral, pode-se identificar diversos aspectos, inclusive, históricos da questão da afrodescendência, ou, da “afrobrasilidade”.

Nos meios de comunicação, ao logo dos últimos anos, vários debates tem sido promovidos, a respeito das cotas para afrodescendentes nas universidades públicas brasileiras.

O tema é realmente muito polêmico e provoca divergências, uma vez que os não afrodescendentes tem reclamado, até mesmo, juridicamente, de preconceito e discriminação contra eles. Mas a proposta teve boa adesão das universidades brasileiras.

Muitos defensores da causa afrodescendente no Brasil, veementemente, afirmam que essa medida não é discriminatória, mas, reparatória, pois, cria a possibilidade de amenizar os efeitos do período de escravatura no país, que gerou uma espécie de apartheid social no Brasil.
Os negros, logo após a abolição da escravatura no país, ficaram excluídos de inúmeros direitos civis que possibilitassem quaisquer formas de inserção na sociedade. Na prática, foi como se eles tivessem sido considerados cidadãos de segunda categoria, sem direito à plena cidadania.

Livres dos grilhões da senzala, mas, escravos de uma prisão ainda maior. Assim tem sido o processo de longos anos desde o fim da escravatura. Como exposto na peça teatral, não tinham o direito de estudar, nem de votar, o que os perpetuou-os como escravos. Não a escravidão de outrora, mas, uma nova forma de escravidão.

Uma escravidão que não iria lhes permitir mobilidade social. Uma escravidão que os obrigavam a serem governados por aqueles que não os representam. Nessa escravidão, foram jogados e castigados até muito recentemente.

Em “Namíbia, não!”, o aspecto da identidade afrodescendente é evocado. Ser negro e reconhecer-se negro é uma dicotomia que tem sido construída a partir da negação da identidade cultural desde os períodos escravocratas.

Esse discurso sobre identidade, de certa forma, é um chamamento à comunidade afrodescendente do Brasil para uma reflexão sobre identidade étnica e cultural, (des)construídas historicamente.



Por questão de segundos as escolhas podem modificar toda a historia, as mudanças afetam não apenas a vida do optante, como tudo a sua volta.


Diariamente sofremos as pressões dos tradeoffs simultaneos.
O texto abaixo publicado por Paulo Andre em seu blog traduz um pouco da significancia e da importancia dos segundos

SEGUNDOS







Por: Paulo André dos Santos.
Um dia, um minuto, um segundo. É o que pode durar uma decisão. Uma fração mínima, insignificante de tempo, que pode custar, muitas vezes, dias, meses, anos, ou, até mesmo, uma perpétua e indigesta consequência. Uma decisão precipitada pode render um exílio distante e desconectado das pessoas mais próximas. Pela insensatez cometida, amarga-se intermináveis castigos e perde-se de vista o que de há de mais precioso na vida, o propósito, a direção e a trilha da liberdade. Em segundos, as flores murcham. Em segundos, as ondas do mar esvai toda a beleza transbordante na areia. Tem segundos que valem por uma vida. Outros, é melhor esquecer. Em segundos alguém pode ficar rico, pode lacrimejar de felicidade ou, simplesmente, cair na mais severa desgraça. Muita coisa é passível de acontecer em frações de segundos. Coisas boas ou ruins. Pode-se ganhar, ou, desastrosamente, perder a dignidade, a saúde e, até, a vida. Em segundos, aproveitamos, ou não, a oportunidade de viver plenamente, de realizar proezas, de atravessar oceanos e alcançar sonhos distantes. Assim, a distância entre o que somos e o que podemos ser, está sujeita a ser determinada em questão de segundos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Resenha - Atores do Cenário do Transporte de Cargas

por: LUCIANA DIAS NASSE FERREL OLIVEIRA

Resenha - Uma abordagem de modais e suas caracteristicas

por: LUCIANA DIAS NASSE FERREL OLIVEIRA

Um dos maiores gargalos logísticos éa infraestrutura


Sentir...
Verbo transitivo direto, muito direto.
Traduz inumeros generos, sentimentos, sensações e complexidades.
Temos a necessidade de sermos amados e queridos, porém muitas vezes não correspondemos a tal sentimento e nos perdemos no meio da história.
É possivel desaprender a amar?
É possivel não saber amar?
Tais questionamentos são provenientes do sentir.
O que sentíamos ontem, não terá o mesmo significado hoje e amanhã será apenas uma vaga lembrança do que fora outrora.
O sentimento de perda, abstratamente toma conta de nosso ser quando algo não ocorre conforme planejado e nos deparamos com situações adversas e desconexas que nos permitem descortinar novos sentidos e novos significados para o pôr do sol, a aurora, o amanhecer e o entardecer.
Podemos chamar de esperança, recomeço, descoberta, renovação, enfim sob diversas outras palavras que queiramos denominar o "Sentir", pois no fim será certamente o sentido que damos a tudo o aquilo que nos é valioso e diante de nossa sagacidade procuramos preservar o tesouro.
Lembranças, recordações, memórias e momentos são simplesmente, se é que podemos classificar como simples o "Sentir".



Distancia...verso e anverso...Não aceitamos a distância dos queridos, porém ansiamos almejá-la ao máximo daqueles que nos trazem desgostos. Amores impossiveis então sabem seu verdadeiro dissabor!!!A familia cujo provedor necessita ir em busca do sustento e para tal recorre a distância deixando um rastro de sentimentos e uma estrada de lágrimas, sem citarmos os entes queridos que partem antes da hora deixando o vácuo da saudade.

Enfim este verbo traduz tudo o que precisamos dizer.
Luciana Dias
06/02/2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Resenha - Os diversos aspectos que impactam os custos dos transportes

por: LUCIANA DIAS NASSE FERREL OLIVEIRA

Falar cos custeios de transportes é prático. Afinal é um assunto rico em detalhes e peculiaridades, onde cada modal requer uma atenção especifica, o objeto especifico possui uma avaliação divergente e os custos possuem classificações de acordo com seu perfil e investimento.
Para realizar um estudo de custeio é preciso ter claro o que se almeja como resultados, e a sapiência de que, o que classificamos como custo fixo poderá ser variavel e vice-versa de acordo com sua gestão.
Criar um centro de custos auxilia o Gestor Logistico pois certamentee haverá informações sobre:

a) Combustiveis e lubrificantes, convenios com postos, relação de postos e distâncias para que o motorista saiba onde encontrará a unidade de abastecimento. Poderá ser feito levantamentos dos veículos que consomem mais em poucas distâncias e sinalizar a necessidadee de revisão/manutenção e até substituição dos veículos.

b)Pedágios, custos com travessias(ferryboat, balsas,e etc.), fretes, estacionamentos e multas.

c)Pneus, promoções, necessidades de trocar para evitar acidentes nas estradas.

d)IPVA(seguro obrigatório), seguro de veículos

e)Extintores, manutenção, balanceamento, depreciação.

f)Inspeção veicular, renovação de licenças, habilitações, infrações, e etc.

Tais informações são fundamentais para manutenção da frota e cálculos para a cobrança do transporte de cargas e passageiros. E o centro de custo é importante em qualquer modal, variando apenas os itens e sua importância.
Claro que há outro viés, quem trabalha com mercadorias e necessita terceirizar o serviço de transportador poderá também fazer análises de tais custos e ter uma base ao cotar fretes e valorar sua mercadoria ou ratear os custos diretos e indiretos.
Reconhecemos que os custos são altos e encareecem o serviço, e muitas vezes não podemos optar pelo modal mais barato por não atender a nossa necessidade. O mmodal rodoviário é o único que atende porta a porta, é o mais caro, detentor de riscos inúmeros. E o Brasil detém a pior malha rodoviária(falta de cuidados e investimentos), os maiores custos. E os demais modais estão em situações ruins por descaso.
Ao definirmos o modal vários aspectos/requisitos são importantes, dentre eles; custo, confiabilidade, velocidade e a necessidade do serviço/produto, ou seja, a necessidade da Empresa.
Por exemplo: Um ônibus
- Transporte de passageiros - 47 pessoas sentadas e 38 pessoas em pé= 85 pessoas.
- Receita 85 x 2,50(por viagem) se o onibus preencher.

- Custos diretos - salário de 2 motoristas e 2 cobradores
- combustivel, limpeza do veículo, pneus, lanches, encargos sociais
- fardamento (bluusa, calça, sapatos e meias)

O veículo roda 04 viagens por turno (4 manhã e 4 tarde)
8 x (85 x 2,50) = valor global arrecadado por dia por um onibus, para depois levantar os custos indiretos.

Diante de tais situações e o canibalismo capitalista, o imprescindivel muitas vezes são deixados de lado por empresarios que pensam em ampliar sua receita e reduzir seus custos (diretos ou indiretos).
"Este texto corresponde a terceira atividade do modulo Gestão de Transportes do curso de MBA em Rede Integrada de Logistica ministrada por Prof.Christmman Miranda

RESENHA – Momento atual dos transportes de carga no Brasil

por: LUCIANA DIAS NASSE FERREL OLIVEIRA

Ao pesquisar sobre a situação dos modais de cargas atualmente no Brasil, deparei-me com diversas informações e criticas ao setor que embora visíveis o governo nada faz, mesmo tendo acesso a tais informações e relatórios. Por mais que digamos que o político A ou o político B não utiliza tal serviço, o caos nacional sob todos os aspectos é mais do que o perceptível. Como li no livro que utilizei para a pesquisa onde o então presidente Jânio Quadros diante dos relatórios e do livro questiona o que deixaremos para a geração futura. Hoje vinte quatro anos depois a pergunta permanece no ar e a tendência infelizmente é piorar, pois a infraestrutura do país clama por socorro, a economia brasileira sofre perdas irreparáveis e de acordo com o comentário da Revista Veja o maior adversário contra o crescimento encontra-se em nossas fronteiras.

Diante de tais situações faz-se necessário reagir e rápido para que possa salvar o que ainda não foi totalmente deteriorado.

Transferir a responsabilidade do governo para a iniciativa privada poderá resolver nosso maior problema tendo em vista que os empreendedores serão os maiores beneficiados, porém até que ponto o governo deverá deixar outros cumprirem seu papel?

Já vimos isso acontecer com a Educação onde para uma criança ter uma boa educação é preciso que os pais banquem com escolas particulares, para termos um nível superior precisamos custear, a saúde também não fica atrás, ou paga um plano de saúde ou sofre até conseguir um atendimento médico ou morre esperando por ele. Ou seja, o governo não cumpre sequer seu papel de maneira adequada.

Como empreendedores devemos estar preparados para assumir certos aspectos que não nos caberia, porém com a atual situação é provável que devamos atuar de maneira pontual para corrigir ou dirimir os gargalos da logística.

É triste vermos um país tão rico, tão bonito, tão extenso e tão fracassado no que tange os aspectos governamentais e percebermos uma infraestrutura que tem diversos fatores favoráveis, porém mal administrados e implorando por atenção.

Esperamos que o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento saia do papel e o que está sendo prometido seja cumprido e caso o governo não se sinta confortável para exercer seu papel que o transfira o mais rápido possível, pois quando mais se demora iniciar o tratamento cancerígeno mais critico fica o estado do paciente e mais difícil torna-se a cura e em alguns casos impossíveis.

Este texto foi escrito em 2006 durante uma atividade da Disciplina Gestão de Transporte - professor Carlos Nestor.
E hoje ao voltar a pesquisar sobre Transportes em um modulo da pós em MBA de Rede Integrada de Logistica de mesmo nome com o professor Christmann Miranda, de mesmo nome resolvi publicar este texto e outros que adviram das pesquisas.
Att
Luciana Dias
Salvador 23/01/2011.