terça-feira, 6 de julho de 2010

Por Sandra Maia . 06.07.10 - 10h02
Acostumando-se a migalhas

A questão do acostumar-se com o pouco ou quase nada acaba com nossa autoestima. Acaba com qualquer possibilidade de relacionamento. Primeiro porque a relação em si começa doente. Um que não pode ou não quer dar quase nada e, outro – carente – que aceita o pouco, ou melhor, as migalhas.

Parece normal? Sabe aquele ditado “ruim com ele pior sem ele”? Pois é, tem muita gente vivendo assim. Com essa dinâmica, essa tônica. Imagine que se perderem essa sua única fonte de “restos” vão ficar à deriva. Famintos, impotentes, sem poder…

Receber migalhas afeta nossa autoestima e com o tempo vamos achando que é isso o que merecemos. Que não nascemos para ser totalmente felizes. Que ok, podemos viver dessa maneira – mendigos ambulantes – à espreita do outro.

De uma distração sua, ou ainda quem sabe de um “raio” de consideração que esse apresenta vez ou outra. Você deve conhecer dezenas de pessoas que vivem exatamente como estou colocando. Infelizmente, caímos nessa armadilha.

Investimento
Começamos a relação para investir, achamos que tudo bem – se o outro não estiver totalmente inteiro, tocamos, deixamos o tempo passar e, quando acordamos, foram-se meses, anos, uma vida – num relacionamento infundado que nunca, nunca vai sair desse marasmo – até porque foi concebido dessa forma.

Bem, então, qual o nosso papel nessa relação? Encolher? Não cobrar, não atormentar o outro com nossos desejos, nossas inquietações, nossos sonhos? Deixar a vida passar? Não sorrir? Não incomodar?

Enfim, numa situação que beira o masoquismo – nosso papel se limita a acabar com nossa felicidade e, o pior, vivermos esfomeados com base na benevolência do outro – que pode ou não acontecer…

Arrastando-se
Qual o papel do outro nessa história além de ser complementar à nossa neurose? Continuar exatamente como sempre foi – ou seja, mesquinho, inseguro, indefinido, inconstante. Aquele que dá pouco, muito pouco, tão pouco que a relação pode se arrastar indefinidamente…

Preste atenção nisso. Ouvi esse comentário de um mestre esta semana: aquele que se preserva para viver relações paralelas ou que não tem condições de se abrir e viver uma história por inteiro não vive e não deixa viver.

Pode viver assim distribuindo afagos poucos indefinidamente – afinal, nada muda em suas vidas… Aquele que não está presente, não pode atender ao telefone, não pode te ver não está nem aí para suas necessidades. Não comparece e – perdoe-me – não são forcas ocultas que o impedem. Não são problemas ligados ao trabalho, à família, à vida, à frustração etc, etc…

Apenas entenda que este que não pode – NÃO QUER, NÃO TE ESCOLHEU, NÃO VAI ESCOLHER, NÃO VAI MUDAR… Vai manter tudo como uma história mais ou menos de amor… Ele pode mudar? Talvez. Quem sabe se um raio cair na sua cabeça e então – BINGO – la estará ele, pelo menos por um período, cheio de amor para dar…

O que pode ser esse raio? Um enfarto fulminante, um acidente, uma perda, um acordo daqueles do tipo – a companheira ou companheiro entram com o pé e ele… Bem, você sabe…

Ação
Parece duro, mas não! Não acontece. E então, o que fazer? Nesses casos podemos deixar tudo como está e parar de reclamar ou pensar em algumas alternativas para fazer o outro acordar e entrar de vez ou sair da relação. A questão é: estamos prontos para sair fora? Estamos prontos para começar de novo?

Se sim, podemos agir de diferentes formas para ver qual a reação do outro – o que acontece com a relação se mudarmos… Primeiro, podemos escolher esfriar para ver se o outro se liga que existimos de fato. E, então, quem sabe, possamos investir em resgatar sonhos, desejos, ou seja, mudar o foco… A vida agradece.

Segundo, podemos pressionar o outro de vez e dar um prazo, algo do tipo “basta”… E, por último, podemos ainda ROMPER. Por um ponto. Acabar. Terminar. Escolher viver outra historia. Outra vida, outra relação…

Fácil? Não. Não e nada fácil. E possível mesmo que seja necessária ajuda psicológica. Para sair de determinadas relações, precisamos recuperar a autoestima. E isso nem sempre é tão simples como parece…

De todo modo, todo passo demanda uma decisão, uma escolha. Depois, no nosso tempo, e só caminhar… Escolhas, sempre escolhas.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Copa 2010 por Atila Quaggio

Adeus África do Sul, adeus Copa do Mundo 2010.
A importância do planejamento, do equilíbrio e do preparo psicológico nas organizações.


Hoje, dia 2 de julho de 2010, passamos por um momento de grande dor. Quando nós pentacampeões brasileiros fomos eliminados da copa do mundo de futebol.
Mas como sempre, a dor nos traz aprendizado real e verdadeiro.
Refletindo a respeito deste aprendizado resolvi compartilhar minhas reflexões.
De um lado 191,5 milhões (segundo o IBGE) de “dependentes” fazendo a sua parte, ou seja, torcendo, torcendo muiiito. E de outro lado nossa seleção jogando, jogando... Digamos, com muita motivação.
Sinceramente não entendo de futebol, mas entendo de pessoas e organizações. O que vimos em campo, ou seja, uma organização motivada, mas sem nenhum planejamento, em total desequilíbrio. Em desarmonia, com extrema falta de entrosamento, angústia e desespero. Algum tempo depois, 100 milhões de “dependentes”, eliminados da Copa, desmotivados, choramingando, cabisbaixos e desempregados.
Ops! Quero dizer empregados, pois a vida urbana e corporativa volta ao normal.
O duro aprendizado que fica, transportado para o dia-a-dia corporativo é o seguinte:
Muitas organizações estão passando pelo mesmo problema. Elas estão jogando no mercado sem nenhum planejamento e em total desequilíbrio. Jogam com um time motivado, mas desentrosado e fora de sintonia. Não visualizam a importância do bom ambiente, da preparação estratégica, da boa comunicação empresarial e do suporte psicológico para seu time, criando pessoas sustentáveis que sustentarão a organização e cumprirão metas.
Utilizam gritos e pontapés; esbravejam, vociferam e vão em frente até se depararem com a dura realidade. São eliminados do mercado. Quebram, sucumbem e imediatamente procuram alguém ou alguma coisa para colocar a culpa. Nunca são eles os culpados, é claro.
E os seguidores agora realmente desempregados, continuam agitando a bandeira como se nada tivesse acontecido.
Então para refletir, ficam duas sementinhas.
A primeira vem de nosso amigo, Stephen Covey, escritor dos 7 hábitos das pessoas altamente eficazes. Ele fala da importância de termos em mãos um mapa certo para nos orientar e chegar ao sucesso. Pois se tivermos nelas o mapa errado, quanto mais motivação tivermos, quanto mais tempo dedicarmos, quanto mais esforço, força de vontade e investimento fizermos , mais rápido chegaremos ao lugar errado.
E a segunda, diz respeito de nossa própria atitude que é participar, suportar e torcer cegamente por uma organização que insiste em ter em mãos o mapa errado. Uma organização desorganizada, desequilibrada e totalmente fora de controle? Vale a pena?
Háh!
Atenção organizações, vamos refletir se estamos equilibrados, preparados psicologicamente e se estamos utilizando o mapa certo para conseguirmos sediar a COPA de 2014.
Conseguiremos? Ou ficaremos só agitando as bandeiras?


Átila Quaggio Coneglian (da dupla Átila e Rosi)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

"Aquele que conhece os outros, é inteligente,
aquele que conhece a si mesmo, é sábio.

Aquele que conquistou os outros, tem força,
aquele que conquista a si próprio, é a força.

Aquele que conhece o contentamento é rico,
aquele que é determinado, tem força de vontade.

Aquele que não perdeu seu domicílio, dura,
aquele que morre, mas não perece, é eterno."

Lao Tsé, filósofo chinês
Do livro:TAO TE KING

Logistica - origem

A Logística é a área responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa.

Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gerenciamento de informações.

Pela definição do Council of Logistics Management, "Logística é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes“.

Em resumo: "Logística é a arte de comprar, receber, armazenar, separar, expedir, transportar e entregar o produto/serviço certo, na hora certa, no lugar certo, ao menor custo possível"

Origem do Nome Logística ou Logistique

O termo Logística, de acordo com o Dicionário Aurélio, vem do francês Logistique e tem como uma de suas definições "a parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material para fins operativos ou administrativos“.

Outros historiadores defendem que a palavra logística vem antigo grego logos (λόγος), que significa razão, cálculo, pensar e analisar.

O Oxford English dicionário define logística como: “O ramo da ciência militar responsável por obter, dar manutenção e transportar material, pessoas e equipamentos.”

Em outro dicionario: “O tempo relativo ao posicionamento de recursos”. Como tal, logística geralmente se estende ao ramo de engenharia gerando sistemas humanos ao invés de maquinas.

História da Logística

Desde os tempos bíblicos os líderes militares já se utilizavam da logística. As guerras eram longas e geralmente distantes, eram necessários grandes e constantes deslocamentos de recursos. Para transportar as tropas, armamentos e carros de guerra pesados aos locais de combate eram necessários um planejamento, organização e execução de tarefas logísticas, que envolviam a definição de uma rota, nem sempre o mais curta, pois era necessário ter uma fonte de água potável próxima, transporte, armazenagem e distribuição de equipamentos e suprimentos.

Até o fim da Segunda Guerra Mundial a Logística esteve associada às atividades militares. Nesse período, com o avanço tecnológico e a necessidade de suprir os locais destruídos pela guerra a logística passou a ser adotada pelas empresas.

Na antiga Grécia, Roma e no Império Bizantino, os militares com o título de ‘Logistikas’ eram os responsáveis por garantir recursos e suprimentos para a guerra.

No Brasil e no mundo

As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no mundo passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos, redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo, disponibilidade constante dos produtos, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação, análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios (Exemplo: Resposta Eficiente ao Consumidor - Efficient Consumer Response), entre outros.

Apesar dessa evolução até a década de 40, havia poucos estudos e publicações sobre o tema. A partir dos anos 50 e 60, as empresas começaram a se preocupar com a satisfação do cliente, foi então que surgiu o conceito de logística empresarial, motivado por uma nova atitude do consumidor. Os anos 70 assistem à consolidação dos conceitos como o MRP (Material Requirements Planning), Kanban e Just-in-time.

Após os anos 80, a logística passa a ter realmente um desenvolvimento revolucionário, empurrado pelas demandas ocasionadas pela globalização, pela alteração da economia mundial e pelo grande uso de computadores na administração. Nesse novo contexto da economia globalizada, as empresas passam a competir em nível mundial, mesmo dentro de seu território local, sendo obrigadas a passar de moldes multinacionais de operações para moldes mundiais de operação.

Atividades que são envolvidas na logistica:

A logística é dividida em dois tipos de atividades - as principais e as secundarias:

Principais: Transportes, Manutenção de Estoques, Processamento de Pedidos, Distribuição.
Secundarias: Armazenagem, Manuseio de materiais, Embalagem, Suprimentos, Planejamento e Sistema de informação, etc.

Conclusão

A logística poderá ser o caminho para a diferenciação de uma empresa aos olhos de seus clientes, para a redução
dos custos e para agregar valor, o que se refletirá no aumento da lucratividade.Uma empresa mais lucrativa e com
menores custos estará, sem duvida, em uma posição de superioridade em relação aos seus concorrentes.Porém, a logística por si só não alcançará esses resultados, sendo necessário que esteja inserida no processo de planejamento de negócio da organização e alinhada com os demais esforços para atingir sucesso no seu segmento de atuação. Não está se propondo que a logística seja a tábua da salvação de um negócio mal organizado e gerenciado, mas sim que seja vista como uma opção real já adotada por muitas empresas e até mesmo, por países para o desenvolvimento do aumento da competitividade, porque competir é preciso, e portanto, uma realidade que não pode mais ser ignorada .



Ao usar este artigo, faça referência, cite a FONTE:
http://www.webartigos.com/articles/2034/1/Logistica/pagina1.html

quinta-feira, 27 de maio de 2010

SEMINARIO





CRA-BA realiza I Seminário de Logística
O Conselho Regional de Administração da Bahia (CRA-BA), com o apoio do Sindicato dos Administradores do Estado da Bahia (SINDAEB) e da Federação Nacional dos Administradores (FENAD) realizou no dia 31 de maio de 2010, das 8:00 às 17:00h, no 3º Andar da Casa do Comércio, nesta Capital, o I seminário de Logística.
O evento reuniu cerca de 200 participantes, dentre Administradores, Tecnólogos das Áreas de Gestão e estudantes de administração e de logística, tendo como objetivos discutir a gestão de transporte, movimentação de materiais, armazenagem, processamento de pedidos e gerenciamento de informações, bem como aproximar o CRA-BA, aos Administradores e Tecnólogos, às Instituições de Ensino Superior e aos Dirigentes das Organizações Públicas e Privadas situadas no nosso Estado.
O Seminário teve início com a conferência “O Mundo dos Negócios”, proferida pelo Prof. Omar Aktouf, renomado conferências e consultor organizacional em caráter internacional. Aktouf fez uma análise da evolução do capitalismo, da globalização, da crise mundial e dos países emergentes sobre tudo China, propondo a busca do equilíbrio entre capital, trabalho e natureza, como solução para um desenvolvimento justo e sustentável.
Em seguida foi realizada a palestra “Métodos Quantitativos Aplicados à Logística de Distribuição” com o Prof. Adm. Roberto Ibrahim Uehbe, Administrador e Engenheiro Civil; Pós-Graduado em Logística Integrada a Empresa. Ibrahim mostrou a importância de quantificar os custos envolvidos na logística dos negócios, uma vez que em um país emergente a distribuição física através dos diversos modais representam, em média, de 15 a 25% do PNB, sendo: 47% em transportes, 28% em armazenagem, 18% em manutenção de estoques e 7% em administração.
Segundo Ibrahim, em geral para uma empresa privada, os custos logísticos situam-se entre 19 e 22% das vendas líquidas. Cerca de 1/3 dos suprimentos de alimentos perecíveis são perdidos durante a sua distribuição, devido a própria manipulação, armazenagem e deterioração e os fretes consomem de 1/3 a 2/3 dos custos logísticos totais.
Após o intervalo do almoço foram apresentados Cases de Logística com o Adm. João Batista Nascimento Filho, que atua a 27 anos com logística e comércio internacional, com larga experiência em logística empresarial, comércio internacional e seguros de transporte. João contou o caso de Gerenciamento de Riscos desenvolvido pela Exxon Valdez. Em seguida falou sobre a importância do gerenciamento de riscos na busca pela qualidade, finalizando sua apresentação mostrando casos que revelam a necessidade de monitoramento e rastreamento dos transportes.
Par encerrar o Seminário, o Prof. Adm. Vaner José do Prado, Gerente Comercial da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Professor e Coordenador de Pós-Graduação e Extensão da Faculdade Castro Alves, apresentou o “O Caso dos Correios – A Problemática da Distribuição”.
Vaner iniciou sua apresentação fazendo um breve resumo histórico sobre o mercado de correspondências no mundo e no Brasil। Em seguida falou da Infra-Estrutura Logística dos Correios, mostrando as fases de captação, tratamento, encaminhamento, tratamento e distribuição das correspondências, mostrando também os novos desafios da distribuição, tais como aumentar a flexibilidade e a simplicidade; criar operações de distribuição mais flexíveis e confiáveis; atender a operação de mercados variáveis e reduzir “lead time” e tamanho dos lotes.
Fonte: CRA/BA